Mercado imobiliário inova e converte o aluguel em “sinal”.

Aconteceu no Mercado imobiliário e achei interessante a estrategia de uma Incorporadora na minha cidade, Salvador, que oferece o imóvel para locação e caso após o encerramento do prazo tenha interesse de adquirir a unidade, os valores pagos serão revertidos como um sinal na compra.

Por mais que não seja pioneira, achei válido adotar essa ideia para o nosso atual momento.

Mercado imobiliário, a notícia:

Leia a matéria que saiu na Tribuna da Bahia:

Diante da crise que atingiu vários setores da economia, inclusive o mercado imobiliário, as incorporadoras vêm adotando estratégias diversificadas para atrair um público inseguro diante das perspectivas do mercado.

Atualmente, de acordo com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (ADEMI-BA) cerca de 20% dos imóveis já prontos estão sem vender e o número de lançamentos, em Salvador, caiu nos últimos anos.

Principalmente por conta das indefinições acerca do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e da Lei de Uso da Ocupação do Solo (Louos).

A novidade, pelo menos no setor residencial, fica por conta da incorporadora Via Célere, responsável pelo empreendimento Première Juaguaribe, com apartamentos custando a partir de R$ 1,3 milhão.

De acordo com o diretor geral da empresa, Rodrigo Dratovsky, a proposta é a seguinte:

Caso tenha interesse, o consumidor assina um contrato de aluguel por até trinta meses e pode usufruir dos benefícios do condomínio.

Se, após passado esse período, o usuário tiver interesse em comprar o imóvel em definitivo, o valor total do aluguel será usado como uma espécie de “sinal” – quantia dada em dinheiro para o vendedor garantir que este se comprometa a vender o bem ao interessado – e abatido no valor final do imóvel.

Atualmente, são 19 unidades a venda e o valor do aluguel parte dos R$ 3.900.

“Resolvemos apostar nesta estratégia, uma espécie de test drive, que já foi realizada em nossa matriz, na Espanha, por observarmos que os clientes têm demorado entre quatro e seis meses para fechar negócio.

Diante da oferta de imóveis com descontos, eles barganham para obter o menor preço. Mas, mesmo quando tem a certeza do imóvel que vão comprar, ainda ficam um pouco tensos na hora de assinar o contrato”, disse Dratovsky.

Mercado imobiliário

Outros mercados:

Além do país europeu – onde cerca de 30% dos contratos de aluguel acabaram se convertendo em compra definitiva –, a idéia já foi adotada por outras incorporadoras em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Vale salientar que caso o cliente queira efetivar a compra em qualquer momento, o valor da venda será o fixado no contrato de aluguel com opção de compra (atualizado pelo IGP-M do período).

Mas e se o cliente quiser desistir do negócio antes do prazo final?

Caso o cliente queira rescindir o contrato sem exercer a opção de compra terá as sanções da lei especifica de aluguel nº 8.245/91, conforme utilizado pelo mercado, explicou o diretor geral. 

Por outro lado, não haverá qualquer ônus caso o cliente decida, após finalizado o prazo de trinta meses, não comprar o imóvel. 

Ele reforça que a modalidade vale tanto para quem for financiar o apartamento quanto para quem for comprá-lo a vista.

A expectativa é a de que, a depender da receptividade da estratégia junto ao público, outros empreendimentos também possam ter a mesma modalidade a disposição (…)


Mercado imobiliário e novas atitudes:

Ou seja, é nesse momento que o mercado precisa inovar, e boas iniciativas estão ai para ser compartilhadas e provocar os agentes que compõe esse mercado, no caso aqui o de locações. 

Ficaremos atentos!

Até a próxima.

Preço de locação tem queda recorde em abril, indica FipeZap.

No início da semana saiu nos noticiários a evolução dos preço de locação praticados em todas as regiões do Brasil, é de se notar o quão tem impactado a crise econômica e política sobre os valores nessa atividade imobiliária.

aspas Quem vai perder menos no mercado de locações hoje, é quem baixar os preços primeiro.

Veja uma parte da matéria que mostra essa trajetória de queda anunciado no Site Extra.Globo:

Os preços de locação de imóveis seguem em trajetória de desaceleração e registraram recuo de 0,22% em abril, na comparação com o mês anterior, de acordo com o Índice FipeZap.

O preço médio do metro quadrado anunciado entre as 11 cidades pesquisadas ficou em R$ 30,86, contra os R$ 30,93 de março.

Com esse resultado, a queda acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,8%, um recorde negativo para a série histórica da pesquisa, iniciada em 2009.

Como nesse mesmo período a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, acumulou alta de 9,28%, o estudo indica que, entre abril de 2015 e abril de 2016, houve uma queda real de 12,88% nos preços de locação.

De acordo com o economista da Fipe Bruno Oliva a queda recorde pode ser explicada pela retração no consumo, que derrubou a demanda por imóveis, tanto para locação quanto para compra:

“O recuo na demanda por imóveis levou os preços a caírem. Essa queda também ocorreu por aumento da oferta de imóveis para locação, já que muita gente que não tem conseguido vender o imóvel o coloca para alugar, para não ter de arcar com os custos de condomínio e IPTU.

Então, temos uma maior oferta de móveis para uma menor demanda. Logo, os preços caem.”

Segundo Oliva, é um bom momento para alugar imóveis e renegociar contratos antigos, já que, para não perder inquilino, os proprietários estão mais flexíveis e abertos a reduções de aluguéis.

Devido a esse cenário sempre estamos orientando que é melhor baixar os preços e com uma boa análise do locatário garantir um bom inquilino, do que manter uma expectativa alta do preço do aluguel e sofrer perdas com a sua vacância elevada. 

O preço de locação e a nossa orientação:

preço de locação

E você o que acha sobre o assunto?

Deixe seu comentário abaixo! Até a próxima.