8 Tendências do mercado de locações de imóveis em 2021

A Administração de Imóveis em 2020 foi como nenhum outro ano! Concorda? Se fosse para resumir em uma palavra, diria: ADAPTABILIDADE!

Essa palavra foi o que significou ser um administrador de propriedades no ano passado, em decorrência de uma pandemia e seus impactos econômicos, os administradores tiveram que mudar rapidamente seus processos locatícios com objetivo de sanar problemas e conflitos que nunca enfrentaram antes.

Muitos sacrificaram a rentabilidade para garantir que as necessidades de seus inquilinos fossem atendidas, adaptaram às mudanças legislativas, como proibição de ação de despejo, implementaram protocolos de segurança para realizar visitas e atender clientes, e começaram a operar seus negócios remotamente, tudo em resposta às condições que mudaram da noite para o dia.

A COVID-19 afetou vários aspectos da gestão do ativo imobiliário, e os efeitos da pandemia devem continuar no mercado de locações de imóveis em 2021.

Muitas das tendências do setor são um reflexo direto da incerteza que a pandemia causou.

Mas sim, há boa notícia nisso tudo!

Ao contrário do ano que se encerrou, os administradores de imóveis estão sim mais bem preparados, e mesmo após grandes desafios, a administração de imóveis profissional irá continuar a ser uma indústria em crescimento mercado de locações de imóveis em 2021!

1. A necessidade de uma gestão imobiliária ativa

Nesse ambiente inesperado, os administradores de propriedades se tornaram mais visíveis e valiosos do que nunca no ecossistema de aluguel.

Em primeiro lugar, um administrador passivo, que até então é a maioria, ainda hoje, é um “profissional” que faz o mínimo para gerenciar uma locação, basicamente se resume em esperar “cair” o aluguel e repassar para o locador.

Se você for analisar, sua carteira de administração tem esse retrato:

  • Acompanhamento inadequado das solicitações dos inquilinos, tornando-os insatisfeitos;
  • Não estar envolvido em negociações, mas simplesmente enviar avisos básicos, em vez de adotar boas práticas de cobrança;
  • Falta de manutenção preventiva aumentando a depreciação dos imóveis gerenciados;

Estes são alguns exemplos que arranham a imagem do dito Administrador de Imóveis, mas explicam piamente as características de alguém que não zela pelos melhores interesses de seus clientes (locador E LOCATÁRIO).

Administrador de Imóveis Profissional (Gestão Ativa)

Um Administrador de Imóveis, que entende realmente qual é sua função, se esforça para trabalhar os redutores de portfólio, (já escrevi um artigo sobre o assunto, o que chamei de “4 cavalheiros da Rentabilidade da Locação) como (Inadimplência / Vacância / Manutenção / Ação Judicial).

Além disso, um administrador de imóveis ativo estará envolvido na gestão de riscos e será capaz de minimizar quaisquer perdas antes que elas ocorram, isso veio mais a tona sobre a sua importância com a pandemia.

Você percebe um gerenciamento ativo de imóveis, quando o profissional apresenta as seguintes características:

  • Abaixo das taxas médias de vacância, inadimplência;
  • Capacidade de manter preços de aluguel comparáveis ​​de mercado;
  • Marketing bem desenvolvido;
  • Gerenciamento de riscos;
  • Adoção de boas práticas locatícias.

E você? Em que quadrante está?

2. Foco nos Inquilinos

Chegou a hora dos Administradores e Locadores entenderem de uma vez por todas que seus inquilinos são seus CLIENTES, e MOTOR ECONÔMICO do vínculo locatício.

Em 2020, muitos administradores de imóveis se viram fazendo modificações no contrato de aluguel, elaborando planos de pagamento, oferecendo descontos para os locatários em um número sem precedentes, muitos tomaram medidas para atender às necessidades dos inquilinos enquanto trabalhavam de casa.

A retenção de inquilinos tornou-se um elemento significativo desse profissional!

O grande diferencial dos administradores será em oferecer uma boa estadia aos seus inquilinos e, ao mesmo tempo, proteger os investimentos dos proprietários.

3. Tornando-se Virtual

locações de imóveis em 2021 digital

Quando a pandemia atingiu em cheio, com inúmeras restrições, a maioria dos administradores de imóveis tiveram que se esforçar para colocar boa parte dos seus processos na rede, encontrando maneiras de ficar on-line e fazer o trabalho quando o encontro presencial, de repente, não era mais uma opção.

O distanciamento social e as restrições podem já ter forçado os administradores/locadores a um mundo virtual. No entanto, isso veio para ficar. 

Visitas virtuais, formulários e contratos digitais, pagamentos online, aplicativos de comunicação, agora se tornaram uma conveniência bem-vinda para muitos locatários. 

4. Localização, localização! Talvez não!

A mudança de emprego não é um processo estranho para muitos locatários. 

A pandemia provou que muitos trabalhos, com a mesma eficiência, pode ser feito a partir de casa. Basicamente, isso significa que um funcionário pode estar localizado em qualquer lugar e ainda fazer o mesmo trabalho. 

Com isso, os trabalhadores podem estar dispostos a viverem mais longe do centro da cidade.

A recém descoberta de trabalhar em casa afetará inevitavelmente o local onde as pessoas decidem morar.

Aqueles que desejam podem aceitar um deslocamento diário mais longo, caso precisem fazer a viagem apenas algumas vezes na semana.

Mas apenas um parêntese..

Opinião de uma Consultora aos Investidores e Profissionais

Com base na minha percepção e análise quase diária do mercado imobiliário, tanto localmente como fora do Brasil, se indica que o crescimento da força de trabalho remota significará uma queda na densidade populacional das cidades. Mas, não tão rápido!!

Embora algumas pessoas possam desejar a partir de agora ir para áreas mais acessíveis, ainda acredito que a demanda por moradias no centro da cidade continuará alta.

As grandes cidades sempre oferecem uma gama de restaurantes, artes e cultura, entretenimento e oportunidades de trabalho que são difíceis de reproduzir em cidades menores.

O mercado imobiliário e a tecnologia costumam ser vistos como domínios diferentes – mas há uma sobreposição crescente entre os dois setores.

É importante para os investidores imobiliários monitorem de perto essas tendências (principalmente locais, já que o Brasil é um país continental e seria equivocado da minha parte retratar como mercado único) para entender como os avanços na tecnologia impactarão o futuro do mercado imobiliário.

Aqueles que permanecem na vanguarda estarão mais bem posicionados para proteger seus portfólios (sim, o locador/administrador tem que entender que imóvel para aluguel deve ser tratado como um investimento) à medida que o mercado muda.

5. Aumento da Coabitação

Mesmo que adultos morando juntos como companheiros de quarto não seja de forma alguma uma nova tendência, situações de coabitação devem se tornar cada vez mais populares em 2021. O COVID-19 mudou dramaticamente as circunstâncias econômicas de muitas pessoas.

Uma preocupação é a migração externa, o movimento de pessoas em áreas de alto custo para áreas de custo mais baixo, visto que trabalhar em casa significa que elas podem não estar mais presas a seus empregos em uma área específica, como já expliquei acima.

Isso pode significar que as áreas de custo mais baixo recebam um novo fluxo de locatários. Esse é um ótimo momento para investir em Kitnets, uma renda interessante dentro do mercado de locações de imóveis em 2021.

Exatamente como isso acontecerá, permanece incerto, e os administradores de imóveis precisarão ficar de olho nas tendências da sua região e perfil de cada imóvel para determinar a melhor maneira de responder as mudanças.

Vejo que será normal obter aumento no número de inquilinos existentes que desejam adicionar um colega de quarto ao aluguel e o crescimento de duas, três ou mais pessoas que desejam alugar um local juntos para economizar nos custos.

6. Home-Office muda a perspectiva do escritório

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No início da pandemia, muito se escreveu sobre a “ morte do mercado de escritórios ”, os centros das cidades foram bombardeados de tudo que é coisa ruim, e uma aceitação generalizada de que o trabalho remoto se tornaria a norma.

Agora, já percebemos que a conversa mudou para destacar a importância do escritório físico. Juntamente com os óbvios benefícios da recuperação econômica, o impacto na saúde física e mental das pessoas e demais aspectos positivos do trabalho de escritório, como interação, produtividade, senso de pertencimento e uma maior distinção entre o equilíbrio trabalho / vida pessoal.

Na verdade, uma pesquisa da CBRE indicou que a maioria dos funcionários deseja explorar uma forma híbrida de trabalhar, e os empregadores prevêem oferecer acesso ao escritório a todos os funcionários em meados de 2021.

7. Bem-estar como fator relevante

Em um período de quatro anos, a indústria do bem-estar cresceu 11%, de acordo com a pesquisa de 2017 da Cushman & Wakefield. Há fortes evidências no setor comercial de uma elevação nos valores como resultado direto da abordagem do bem-estar. Isso pode ser aplicado ao setor residencial.

Nas residências, alguns incorporadores já aproveitam o potencial de bem-estar, e oferecem edifícios com maior apelo residente, traduzindo-se em maior demanda ocupacional, renda mais resiliente e valores de aluguel mais elevados.

Hoje, passamos mais tempo em casa do que em qualquer outro lugar. Portanto, é essencial que nosso bem-estar comece em casa. A mudança cultural para trabalhar no modo home-office e o cruzamento crescente entre os espaços de vida e de trabalho colocam ainda mais ênfase no lar. 

Cada vez mais, as pessoas desejam ‘bem-estar’ em seus critérios de pesquisa e esperam que seu ambiente de moradia reflita sua filosofia de estilo de vida. Quando sua casa também é um lugar de trabalho, as apostas aumentam ainda mais. 

Prestar atenção a esses detalhes vai fazer uma grande diferença. Ao introduzir o conceito de bem-estar, as construtoras vão apelar aos compradores e locatários que procuram um lar para toda a vida, um lar que lhes trará boa saúde, felicidade e contentamento.

8. Aumento da demanda por gestão profissional no mercado de locações de imóveis em 2021

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A COVID-19 tornou o valor dos administradores de imóveis mais evidente e mais procurados do que nunca!

A gestão de crises, que há muito tem sido um aspecto essencial do trabalho dos administradores de imóveis, vem nos preparando para adaptarmos, mudarmos e inovarmos em frente aos desafios que surgiram em 2020, e isso nos deixou confiantes sobre a importância da nossa atividade profissional e determinados para cumprir mais essa missão no mercado de locações de imóveis em 2021!

Vamos nessa!!